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Israel Expande Ofensiva: Nova Fase da Guerra Mira Instalações Subterrâneas de Mísseis no Irã

A campanha militar de Israel contra o Irã está entrando em uma fase decisiva, marcando uma significativa escalada no conflito regional. Fontes familiarizadas com a operação indicam que caças israelenses direcionarão seus ataques a instalações de mísseis balísticos profundamente enterradas, sinalizando uma transição estratégica após semanas de intensos combates. Esta nova etapa visa desmantelar a capacidade de Teerã de lançar ataques aéreos de longo alcance, em um esforço para neutralizar uma ameaça persistente à segurança israelense e regional.

A Transição Estratégica: Do Superficial ao Subterrâneo

A primeira semana da ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos no Irã concentrou-se primariamente em alvos de superfície, com o objetivo inicial de eliminar a liderança iraniana e neutralizar lançadores de mísseis acessíveis. Segundo as forças armadas israelenses, centenas de lançadores de mísseis iranianos posicionados acima do solo, capazes de atingir cidades de Israel, foram atingidos durante esta fase inicial. Agora, a estratégia evolui para incluir alvos mais complexos e protegidos: bunkers subterrâneos utilizados para armazenar mísseis balísticos e equipamentos relacionados. Essa mudança reflete uma intenção de atingir o coração da infraestrutura de mísseis do Irã, que até então não havia sido publicamente anunciada como alvo.

Um comunicado emitido pelas forças militares israelenses confirmou recentemente um ataque aéreo contra 'infraestrutura subterrânea usada pelo regime iraniano para armazenar mísseis balísticos e depósitos de mísseis destinados a serem usados contra aeronaves', validando a nova abordagem. Esta é a primeira vez que as autoridades israelenses e americanas admitem publicamente ataques a essas instalações ocultas, sublinhando a gravidade e o novo patamar da ofensiva.

O Arsenal Iraniano e a Persistência da Ameaça

A capacidade remanescente do arsenal de mísseis do Irã é um fator crítico no desenrolar da guerra. As estimativas sobre a quantidade de mísseis disponíveis antes do conflito variam significativamente, de aproximadamente 2.500, segundo as forças armadas israelenses, a cerca de 6.000, conforme análises de outros especialistas. Apesar dos ataques iniciais, Teerã tem demonstrado resiliência, continuando a realizar lançamentos de mísseis contra Israel e em outras partes da região, incluindo o Golfo Pérsico e o Iraque.

Especialistas como Douglas Barrie, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, apontam que o Irã ainda possui mísseis de cruzeiro de ataque terrestre. Essas armas guiadas com precisão e capacidade de voar em baixa altitude representam um desafio adicional, pois são projetadas para evadir a detecção por radar, mantendo uma ameaça substancial mesmo após os esforços de degradação da infraestrutura principal. A complexidade do arsenal iraniano exige uma estratégia de ataque em várias camadas.

A Campanha Aérea e a Dinâmica Regional

Desde o início da intensificação dos ataques, a Força Aérea de Israel tem conduzido missões aéreas quase ininterruptas. A intensidade da campanha aumentou consideravelmente após o lançamento de foguetes contra o território israelense por militantes do Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. Esta provocação resultou em fortes ataques aéreos israelenses que se estenderam até Beirute, no norte do Líbano, evidenciando a interconexão do conflito regional.

Em algumas instâncias, a operacionalidade dos caças israelenses se estendeu a múltiplos fronts em uma única missão, atacando alvos no Irã ou no oeste do país na ida e atingindo posições do Hezbollah no Líbano na volta. Embora autoridades israelenses e norte-americanas observem uma diminuição nos lançamentos de mísseis balísticos e drones iranianos desde o início da ofensiva – atribuindo-a em parte aos ataques de EUA e Israel –, a redução pode também refletir um esforço de Teerã para preservar seus estoques de mísseis em preparação para uma guerra de desgaste mais prolongada.

Perspectivas e Desafios Futuros

A transição para a segunda fase da guerra, com o foco em instalações subterrâneas, sublinha a determinação de Israel em neutralizar a capacidade aérea do Irã até o fim do conflito, que também incluiu o objetivo de desmantelar a liderança da República Islâmica. Contudo, o caminho a seguir é incerto e repleto de desafios.

Eran Lerman, ex-vice-conselheiro de segurança nacional de Israel, expressou a esperança inicial de que o sistema governante do Irã 'começaria a se desintegrar mais cedo e mais rapidamente' após a primeira semana de ataques. No entanto, diante da ausência dessa desintegração, Lerman enfatiza que 'o sistema precisa ser cada vez mais degradado'. Esta avaliação ressalta a complexidade e a potencial longevidade do conflito, onde a degradação militar contínua é vista como essencial para alcançar os objetivos estratégicos de Israel na ausência de uma colapso político interno iraniano.

Fonte: https://www.infomoney.com.br